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24/08/2012

Importações para países árabes crescem 34% até julho


As importações brasileiras dos países árabes somaram US$ 7,3 bilhões no acumulado de janeiro a julho deste ano, registrando um crescimento de 34%, de acordo com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. As exportações, por sua vez, atingiram US$ 7,8 bilhões, resultado 0,33% maior do que o apurado no mesmo período de 2011.

O aumento expressivo das importações foi causado, de acordo com a instituição, pela busca por combustíveis minerais, que cresceu 43,31% no mesmo período, passando de US$ 4,47 bilhões para US$ 6,41 bilhões. O produto representa 80% do total de importações do País. A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira destacou também que as importações de ferro fundido/aço, alumínio, vidros, aparelhos e materiais elétricos têm ganhado importância no País.

Ainda no caso das importações, a maior parcela dos negócios (US$ 2,4 bilhões) foi realizada com a Argélia. A Arábia Saudita vem em segundo lugar na lista, com US$ 2,1 bilhões, seguida pelo Kuwait (US$ 715,42 milhões).
O principal destino das exportações brasileiras é a Arábia Saudita, que comprou US$ 1,6 bilhão do Brasil de janeiro a julho deste ano. Na sequência, vêm os Emirados Árabes Unidos (US$ 1,3 bilhão) e o Egito (US$ 1,2 bilhão).

"O relacionamento comercial entre Brasil e países árabes se mostra aquecido e os produtos com maior interesse para exportação são carnes, açúcar, minérios e cereais", disse o diretor geral da câmara, Michel Alaby, em nota distribuída à imprensa.


Fonte: Exame

21/08/2012

Revitalização da indústria naval brasileira desperta interesse mundial


A indústria naval do mundo inteiro e os fabricantes de equipamentos para o setor acompanham com interesse o mercado que mais tem se desenvolvido nos últimos anos, tanto na construção de navios como nas encomendas de sondas e plataformas para exploração marítima de petróleo, na camada pré-sal. "Todo o empresariado e comércio marítimo internacional estão de olho no Brasil, porque somos o mercado que mais cresce", disse à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça.

Segundo ele, “a construção naval do país está em franca expansão e vai ajudar na recuperação da indústria em geral”. Como exemplo, citou que na época áurea da indústria naval no país, na década de 1970, os estaleiros empregavam 40 mil pessoas; atualmente, são 60 mil empregos diretos e “vamos ultrapassar 100 mil dentro de três anos, no máximo”, em razão, principalmente, da construção em andamento de mais sete estaleiros.
A frota brasileira contabiliza 397 embarcações (navios de longo curso, de cabotagem e de navegação interior), mas a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) estima demanda para mil embarcações até 2020. Necessidade, portanto, de mais 600 embarcações, principalmente para atender a exploração marítima de petróleo e gás. A demanda exige investimentos de aproximadamente R$ 55 bilhões nos próximos cinco anos, de acordo com estimativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os números da Antaq mostram que o Brasil tem hoje a quarta maior frota do mundo e é o terceiro mercado em produção, já como resultado da reativação possibilitada pela estabilidade financeira e pela decisão política de recuperar a indústria naval. Setor que foi “duramente sacrificado” nas décadas de 1980 e 1990 por causa de problemas políticos e econômicos que determinaram, inclusive, o fim de uma das maiores empresas mundiais de navegação, a centenária Lloyd Brasileiro, lembra o oficial náutico da Vale do Rio Doce, Luiz Gustavo Cruz.
Hoje, porém, os tempos são outros, e os estaleiros voltaram à ativa com mais investimentos e reativação da navegação de cabotagem (costeira), durante anos relegada ao abandono. O cenário de agora mostra que “a indústria naval está preparada para crescer, porque existe mercado, temos incentivo governamental, apoio da Petrobras e participação do sistema financeiro”, comemora Augusto Mendonça.

Na opinião dele, o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), lançado em 2004 pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, foi o grande responsável pela revitalização da indústria naval brasileira, a partir da encomenda de 49 embarcações a estaleiros nacionais, com índice de nacionalização mínima de 65% e investimentos de R$ 10,8 bilhões até 2016. Cronograma reforçado há três meses, quando a Petrobras anunciou investimentos de US$ 180 bilhões, até 2020, para construção de 105 plataformas de produção e sondas de perfuração, 542 barcos de apoio e 139 petroleiros.

Esses são planos para garantir o futuro da indústria naval, mas o setor já tem o que colher do Promef, posteriormente encampado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Estaleiro Mauá, de Niterói, já entregou os navios Celso Furtado e Sérgio Buarque de Holanda, e o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), de Pernambuco, lançou ao mar o navio João Cândido, no final de maio último, com atraso de 20 meses em relação ao prazo combinado. A Transpetro espera receber mais três navios ainda este ano.

Fonte: Agência Brasil / Stênio Ribeiro